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Pafff... Saltava assim a primeira de algumas rolhas das garrafas de Champagne que davam assim início à aventura que seria 2008. Diversão. Era a única coisa que aquele bando de jovens pensava fazer no 1º ano em que passávamos a passagem de ano juntos. Sesimbra, terra mágica e com valor materno, foi o palco da diversão. Passado pouco depois do começo do novo ano, às voltas pela marginal, procurávamos o sitio para aumentar a diversão… mas aquelas raparigas na qual a puberdade andava à solta, quis que o espírito da diversão em grupo passa-se a ser individual, e vai de rapaz para um lado e de meninas ingénuas para outro. Pouco depois das 4 primeiras horas do ano, a minha animação já não era assim tão grande e o rumar a casa foi o mais certo. Passar o ano com o grupinho foi bom, e isso é que importava. A escola estava à porta, e o animo não era o maior. Depois de um ano em que o seu final terminou em derrota, o despertar para a realidade vinha tarde de mais… estava na área errada! No entanto surpresas das surpresas, o desconhecido, mas corajoso André Quaresma foi convidado para integrar a King Cake Eventos. Já em tempo de escola, as amizades continuavam e a vontade de crescer era muita. Dia após dia, isso acontecia sem me aperceber. Ligado à minha turma, os melhores amigos que estavam no B, ficavam um pouco distanciados, e sei lá porque um dia percebi que havia alguma coisa que não estava bem… ora se todos éramos amigos porque é que o grupo parecia dividido em mil, cada um para seu lado? Um desentendimento houve e nada mais voltou a ser igual. Aquele grupo forte e unido, ficou dividido em 3, e a ponde de ligação era eu. Muita gente “cusca” tentou saber o «porquê» de tal ter acontecido, mas nem eu próprio sabia. Mas se foi assim que elas quiseram, nada tenho a dizer sobre isso. Já a King Cake Eventos começava a ouvir-se falar quando chegou-se a Fevereiro e a vinda de Fonzie a Sesimbra, fez-nos acreditar. Para inexperiente que era, aquele concerto foi fantástico. Encher uma casa no primeiro concerto não era para todos! O êxtase vivido na altura não fazia prever um futuro nada mau… e com base nestas expectativas, começou-se a crescer. Os 16 anos já estavam a chegar, e o segundo concerto também… e a ânsia de correr tão bem como o primeiro era tal, pois para além de poder entrar numa discoteca à vontade, começaria ali um novo pensar, mais adulto e menos infantil. Concerto bom, não se pode dizer que tenha sido mau… tinha pessoas era o que interessava. E com isto vinha mais umas férias. Passaram a correr. E com estas terminadas, já só se pensava em chegar as férias de verão. E após muitos puxões de orelhas por causa dos meus “rodriguinhos” em trabalhos que era dois riscos e já está, o artista, estava pronto para arrumar as malas e preparar as férias e ir buscar alguma força interior para a batalha que queria ganhar. Foi um ano em que se fez novas amizades, novos gostos, e especialmente um crescer interior. Chegou o verão e os dias de praia viriam…. A dúvida do dia era “pontão ou caneiro?”, mas a Inês ganhava maioritariamente das vezes com o Caneiro! Mas uma vez por outra já eu ganhava com o Pontão, e era ai que nunca devia ter ido! Ainda hoje, não sei bem o porquê de venerar tanto uma pessoa, e fazer com que isso me faça considera-la como um ídolo… vá, a mãe e o pai e os melhores amigos, esses sim são os meus ídolos, as minhas fontes de inspiração, agora aquela pessoa, só fez sofrer, e até mentalizar-me que tudo não passava de uma amizade, foi difícil, mas com tempo foi lá, e hoje, acho que é essa pessoa que me vê como o ídolo, tal como eu a via na altura. A vida nocturna foi assim das novidades que mais experimentei, e abusei, conseguiu até viciar, mas numa de muitas noites, esbarrou contra mim aquela que para mim é prima e não só, aquela que me dá forças de continuar e aquela que se fosse minha gémea, não tinha um feitio tão igual ao meu. O verão passava, dia após dia, mergulho após mergulho, até que se começava a pensar na Festa do Avante, e um pequeno político como sou, não perco uma. Convidei aquele moço que me parecia que toda a gente gostava e que hoje tenho a sorte de chamar amigo. Sim, aquele que fez-me ver que a vida não era feita da dependência do “papá e da mamã” e que a independência era algo que eu tinha e não sabia! Já em plano Avante, divertia-me, à minha maneira. Este ano era diferente, sem andar sempre atrás da tia, sentia-me um verdadeiro aventureiro, independente do ir ou não ir para aqui ou ir para ali, mas sim, ir para onde queria. Foi aqui que experimentei as coisas que chamam de “lado negro” da vida. Sim, foi em pleno Avante que experimentei a primeira (******). Não gostei nem desgostei, foi-me indiferente. E também uma experiencia com álcool a mais… pois demorar quase uma hora a chegar a menos de 200 metros da tia, não era pela confusão. Mas assim se ficou a conhecer como é experimentar “outras coisas” que achamos que está errado fazer. Foi aqui que conheci uma amizade daquelas, da qual não me esqueço mais, pois és tão lutadora quando eu, e digo-te como amigo: sempre que te olhares ao espelho e te achares gorda, lembra-te que já foi anoréctico – Mónica Bito, és aquela frontalidade que eu para ter, tenho de gritar muito. Na segunda noite de festa, já em casa, vi que aquele moço que eu convidara para ir ao Avante comigo era aquilo que eu precisava para ganhar a minha futura batalha. E depois de muito se falar, fiquei a saber mais sobre aquele que chegou, viu e quase venceu. Este Avante também me terá ficado na memória por ter conhecido mais aquele que me confundira com o moço que diz “ cachiorro”. A ti, te digo, és grande! O fim das férias estava ai e o da King Cake também, porem ia conhecer a minha turma, o que foi a surpresa total. Depois de um ano a brincar/massajar as pernas à Diana em plenas aulas de matemática, ironizei, vir a ter a aquela moça bonita que toda a gente falava na minha turma. “Marta Gatinho? Deve ter a mania, só pode”, pensei eu, sem a conhecer antes. Quando fiquei a saber quem era a minha turma nova, não conhecia ninguém… só uns nomes, mas não era sitio onde tivesse algum amigo. (...)
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